O Método

fotos_metodo
O trabalho do IPESA inicia-se com a identificação das necessidades e demandas do grupo, o que é feito com o envolvimento de todos os cooperados, visando a construção das metas a serem atingidas. A metodologia participativa, que se expressa no “fazer com” e na divisão da cooperativa em grupos de trabalho, promove a construção de um conhecimento coletivo que fortalece a autonomia e o empoderamento dos catadores, além de propiciar a tomada de consciência de suas responsabilidades. Além disso, ao oferecer oportunidades de participação e crescimento de todos os cooperados nas áreas de seu maior interesse, nossa metodologia permite que o grupo assuma com mais firmeza sua participação no trabalho coletivo.

A utilização e o ensino de técnicas de gestão numa sequência lógica de ações, diferente do que em geral ocorre em cursos de formação, prioriza uma aprendizagem voltada para a concretização das metas da cooperativa. Essas ações também contam com dinâmicas e práticas nas quais os cooperados são os protagonistas, respeitando suas particularidades e o seu tempo, duas questões fundamentais.

Conhecer o grupo a ser capacitado e considerar suas especificidades e seu momento de evolução são pressupostos fundamentais para o processo de formação e a efetividade de seus resultados. Afinal, cada cooperativa é única e se encontra num momento específico de desenvolvimento.

Todo o trabalho de formação é permeado ainda pela proposta de pensar nos grupos de catadores de forma integral, com um olhar também para as pessoas. São trabalhados os sofrimentos, os desejos e as relações de grupo, indo além de questões como quantidade de material triado, porcentagem de rejeito ou renda gerada.

A intervenção do IPESA deve ser encarada como uma ferramenta de percepção e integração do grupo, buscando-se mudar a visão assistencialista que muitos têm desse tipo de proposta para que possam se tornar independentes. É importante que o catador entenda seu papel ativo como sensibilizador da população, o que contribui para elevar a sua autoestima, passando a se ver na condição de “quem tem a ensinar”, e não apenas de “quem tem a aprender”.